Pigmum

arte e outros riscos

Conheça 10 trabalhos de artistas que seguem o Pigmum, selecionados por Vivi Villanova, do canal Vivieuvi

O Pigmum tá sempre recebendo muitas mensagens com produções artísticas de pessoas que acompanham o blog. Mas afinal, quem são esses artistas? Há pouco mais de 1 mês, convidamos nossos seguidores a enviarem imagens de suas obras e o resultado foi surpreendente! Recebemos mais de 200 trabalhos, entre pinturas, desenhos, colagens, fotografias, registros de performances, esculturas e outras técnicas do campo da visualidade.

Tem obras tão interessantes, que não tinha como não mostrar aqui, né? Por isso, pra gente conhecer aos poucos a arte de tanta gente talentosa, o Pigmum vai postar periodicamente sempre 10 trabalhos, selecionados por convidados que atuam profissionalmente na área das artes visuais.

  Arte no YouTube: Vivian Villanova, criadora do canal Vivieuvi, é a nossa primeira convidada!

Arte no YouTube: Vivian Villanova, criadora do canal Vivieuvi, é a nossa primeira convidada!

E a convidada de outubro é a Vivi Villanova, criadora do canal Vivieuvi no YouTube, um dos canais sobre arte mais seguidos do país. Já falamos sobre ela por aqui, lembra? A Vivi é uma fofa e inclusive pediu pra avisar que adorou o trabalho de vocês, viu?

Muito obrigado pela disponibilidade, Vivi! E se você que está lendo é artista ou produz alguma coisa no campo da visualidade, mande sua arte também! Deixe seu link ou imagens do seu trabalho e vamos trocar uma ideia. Pode enviar por e-mail: pigmumblog@gmail.com, prometo ler todos! Mandem mesmo! Ah, e quem já mandou ainda poderá aparecer por aqui nas próximas postagens, fiquem de olho! =)

Agora chega de papo e vamos à seleção da Vivi!

*As imagens estão postadas de acordo com a ordem alfabética das assinaturas dos artistas

**Os textos foram enviados pelos próprios artistas, com edição de Renato Medeiros


1 – ‘Tomba lata’, de Artestenciva

artestenciva

Título: ‘Tomba lata’

Ano: 2018

Técnica: Stencil de 10 camadas sobre parede

Sobre o artista:

Artestenciva, como é conhecido Eduardo Melo, é daqueles artistas de personalidade discreta, porém de presença constante na rua. É lá que foi sua escola e nunca deixará de ser sua galeria de coração, já que foi nos muros que ele conquistou reconhecimento. Seus stencils são composições cheias de camadas e seus personagens são tão vivos quanto a própria vida urbana. Mas o trabalho do artista também passa por outros suportes, como placas de metal, painéis de madeira, stickers e exposições em países como Austrália, França, Alemanha e Itália.


2 – ‘Des-encontro’, de Alzira Fragoso

alzira fragoso

Título: Des-encontro’

Técnica: Lona com colagem de seda e tinta acrílica

Dimensões: 1,20 x 1,04 m

Sobre a artista:

A poética de Alzira Fragoso é tecida pelo tempo, mesclando passado e presente numa narrativa visual que evoca memórias antigas, sonhos, fantasias e vivências atuais. Em seus trabalhos, a artista dá ênfase a repetição de ações, com variações de motivos que garantem ritmo às obras, ressaltando movimento com efeito quase literário. Efeito que é reforçado pelo uso da lona de algodão como suporte. Quando trabalhado com colagens de organza de seda e rendas, esse material simples e antigo cria superposições que dão relevo às obras. O trabalho de Alzira é delicado e extremamente potente.


3 - ‘Nenhuma a menos’, de Andréa Acker

andrea acker
andrea acker

Título: ‘Nenhuma a menos’

Ano: 2018

Técnica: Gesso, arame, tinta acrílica e cabeças de bonecas da minha irmã

Dimensões: 35 x 15 x 10 cm

Sobre a artista:

Andréa Acker se entende como uma artivista visual do Rio de Janeiro. Por meio de sua prática artística, ela diz honrar as sociedades adoradoras das deusas do período Neolítico, reavivando os ideais das antigas Sociedades Matriarcais e rejeitando o sistema capitalista patriarcal vigente. As obras de Andréa agem como comentários políticos, históricos, socioeconômicos e ecológicos e ela já participou de exposições nos Estados Unidos, Europa e Brasil, além de ter suas obras divulgadas em diversas publicações internacionais; sempre com o objetivo de voltar a atenção do público para questões ignoradas pelo status quo. Visitar as redes sociais e o site da artista é um mergulho em tudo isso. Uma experiência e tanto!


4 – ‘Caixa d'água com escada’, de Andrea Lourenço

andrea lourenço

Título: ‘Caixa d’água com escada’

Ano: 2018

Técnica: Bordado manual

Sobre a artista:

O trabalho artístico de Andrea Lourenço está ligado principalmente às suas memórias de infância, como é o caso desta obra da série ‘Objetos’, que buscou registrar lembranças do cenário onde a artista cresceu. Para ela, no seu entendimento de menina havia algo de fantástico nas caixas d’água e nas torres de energia que ela via nas estradas, durante as viagens em família. Já são quase 20 anos de carreira, sempre trazendo temas ligados à sexualidade, ao feminismo e à opressão de gênero. Há cerca de 4 anos, o bordado se tornou protagonista em seu trabalho. Para Andrea, bordar é uma técnica lenta, que oferece uma outra relação com o que se produz e que estabelece um diálogo com o passado.


5 – ‘O gosto’, de Bella Moura

bella moura

Título: ‘O gosto’

Ano: 2018

Técnica: Óleo sobre painel de madeira

Dimensões: 20 x 24 cm

Sobre a artista:

Bella Moura está em contato com a arte desde muito cedo, graças aos desenhos de sua irmã, às fotografias de sua mãe e às esculturas de seu pai. Mas para desenvolver suas habilidades artísticas, ela foi a única da família que seguiu uma formação acadêmica, realizada na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais. Hoje, morando em São Paulo, a artista se dedica principalmente à pintura a óleo, ao desenho e ainda encontra tempo para ensinar maquiagem artística em seu canal no YouTube.


6 – ‘Eclipse Lunar’, de Flaviots

flaviots

 Título: ‘Eclipse lunar’

Ano: 2018

Técnica: Guache branco sobre papel preto

Sobre o artista:

São 32 anos de idade e mais de 15 deles dedicados à ilustração. Flaviots, como assina o designer Flavio Torres, começou desenhando quadrinhos e criando ilustrações para projetos do mercado de propaganda e design, mas em 2016 começou a se dedicar ainda mais como artista, desenvolvendo um estilo irreverente de traços coloridos sobrepostos. Hoje, ele diz que esse é seu principal estilo, que surgiu quando o artista começou a rabiscar as pessoas que via na rua, quando estava – literalmente – parado no trânsito. Em seus trabalhos, é possível encontrar técnicas variadas, como guache, caneta nanquim, marcadores e lápis de cor, mas ele tá sempre aberto a experimentar outras técnicas. Alguém tem alguma sugestão a dar pra ele? Segue lá no Instagram:


7 – Da série ‘Peludos’, de Marco Paulo Rolla

marco paulo rolla

Título: Da série ‘Peludos’

Ano: 1997

Técnica: Xícara de louça, pintura, acrílica e pelúcia sobre veludo

Sobre o artista:

O artista mineiro Marco Paulo Rolla tem uma longa trajetória na arte e atua como pintor, desenhista, escultor, performer e professor, atualmente como docente da Escola Guignard (UEMG), tradicional escola de artes de Belo Horizonte. Já realizou exposições individuais no Brasil, Alemanha, Argentina e Holanda, país onde também fez uma residência artística, entre 1998 e 1999. Seus trabalhos encontram-se em coleções como a do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), Instituto Itaú Cultural (SP), Museu de Arte da Pampulha (MAP-MG), Centro Cultural Inhotim, Brumadinho (MG) e Funarte do Rio de Janeiro. Inclusive essa obra atualmente está em exposição na mostra ‘Ópera’, individual do artista que fica em cartaz até 21 de outubro, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte (MG). Vale a pena conferir, viu?!


8 – ‘Cromossomos Como Somos #39’, de Ricardo Franzin

ricardo franzin

Título: ‘Cromossomos Como Somos #39’

Ano: 2017

Técnica: Aquarela, grafite e acrílica sobre papel 300 g/m³

Dimensões: 65,4 x 90 cm

Sobre o artista:

Ricardo Franzin é paulista e começou seus estudos em arte aos 12 anos. Em seu trabalho, o artista procura nos materiais mais básicos, como papel, madeira e tela, o suporte perfeito para questionar, criticar e trazer à luz as ações do ser humano e como elas refletem na sociedade. Para ele, o quadrado representa a busca humana pela razão, por isso é um elemento que se repete com frequência em suas obras, como é o caso desta aqui, que procura na abstração geométrica e na aquarela monocromática representar a origem da vida. Na obra, elementos da criação do ser humano, como o pó da terra e o sopro divino, deixam de ser etéreos para serem cromossomos, DNA e genes.


 9 – ‘Sem título’, de Sérgio Duarte

sérgio duarte

Título: ‘Sem título’

Ano: 2014

Técnica: Fotografia

Sobre o artista:

O fotógrafo Sérgio Duarte trabalha principalmente com fotografia de arquitetura e fotografia urbana, mas transita também pela fotomontagem. Neste trabalho, o artista captou o reflexo de uma fonte d´água no retrovisor de uma scooter, durante uma passagem por Lisboa, em Portugal. Linda foto, né? Em seu site e no Instagram, dá pra ver ainda registros de cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Berlim, Cidade do Panamá e Veneza, onde atualmente ele está expondo na Bienal de Arquitetura de Veneza.


 10 – ‘Série Oxum’, de Talita Rocha

madame nagô

Título: ‘Série Oxum’

Ano: 2017

Técnica: Nanquim sobre papel Canson

Dimensões: 42 x 59 cm

Sobre a artista:

Educadora, ilustradora e grafiteira, Talita Rocha começou a produzir sua própria arte quando entrou em contato com a cena do Graffiti na cidade paulista de Mauá. Depois, no Vale do Jequitinhonha (MG), foi a vez de se dedicar à cerâmica. Agora, aos 29 anos, a artista desenvolve um projeto intitulado ‘Madame Nagô’, no qual apresenta criações vinculadas à temática afro-brasileira, como é o caso da ‘Série Oxum’, que ao todo tem 16 trabalhos. Além do graffiti e da cerâmica, Talita também explora as técnicas do desenho, da pintura e da instalação. Impressionante esse trabalho da Madame Nagô, né?