Pigmum

arte e outros riscos

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5 exposições de arte para quem vai viajar pela América do Sul nas férias de julho

As férias de julho estão aí e é tempo de viajar! E já que o recesso de meio de ano acaba sendo mais curto (assim como a grana, em plena crise financeira), nem sempre dá pra fazer aquele tour dos sonhos pelas pirâmides do Egito ou pelos museus da Europa. Por isso, muita gente prefere aproveitar o inverno curtindo o friozinho em um dos países da América do Sul, o que também acaba sendo uma experiência bastante enriquecedora e mais ace$$ível.

Pra te ajudar na programação cultural do seu rolé, o Pigmum selecionou 5 exposições de arte imperdíveis, em cartaz nas capitais sul-americanas preferidas dos brasileiros. Então já vá treinando seu portuñol e boa viagem!


Bogotá - Colômbia

Um homem contempla a obra do fotógrafo Cartier-Bresson. Fotografia: Mikael Moreira

Um homem contempla a obra do fotógrafo Cartier-Bresson. Fotografia: Mikael Moreira

Se você estiver na capital colombiana o bairro histórico La Candelaria é passagem obrigatória! E entre tantos museus e igrejas do local, está o Museu de Arte Miguel Urrutia (MAMU), que atualmente recebe a primeira exposição do fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson em território colombiano. São mais de 130 imagens, produzidas entre 1926 e 1979, que refletem a evolução do trabalho deste homem que é considerado o pai do fotojornalismo moderno. Cartier-Bresson percorreu o mundo com sua câmera e retratou como poucos o século XX. A exposição integra as atividades do ano Colômbia-França 2017.

Um instante parisiense capturado pela câmera de Cartier-Bresson

Um instante parisiense capturado pela câmera de Cartier-Bresson

A sede  do MAMU, integrante do Museu Banco de La República

A sede  do MAMU, integrante do Museu Banco de La República

Nacho Aguirre, Santa Clara, México (1934). Fotografia: Cartier-Bresson

Nacho Aguirre, Santa Clara, México (1934). Fotografia: Cartier-Bresson

Exposição: Henri Cartier-Bresson Fotógrafo
Artista: Henri Cartier-Bresson
Até 28 de agosto, de segunda a sábado, das 9h às 18h30 e aos domingos e feriados, das 10h às 16h30. Fechado às terças-feiras.
Local: Museu de Arte Miguel Urrutia (MAMU)
Endereço: Calle 11, #4 - 14, La Candelaria. Bogotá – Colômbia. (Museu Banco de La República)
Entrada gratuita.

SERVIÇO:


Buenos Aires - Argentina

À esquerda:  'Apaporu' , de Tarsila do Amaral. O quadro símbolo da arte moderna brasileira pertence ao acervo permanente do Malba e está em cartaz na exposição ' Verboamérica'

À esquerda: 'Apaporu', de Tarsila do Amaral. O quadro símbolo da arte moderna brasileira pertence ao acervo permanente do Malba e está em cartaz na exposição 'Verboamérica'

Para celebrar seu 15º aniversário, o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (Malba) montou uma exposição especial com obras de sua coleção permanente. A mostra rompe com a linha cronológica clássica da história da arte e propõe uma reorganização da arte latino-americana com base em 8 núcleos temáticos. São 170 obras de diferentes períodos históricos que se aprofundam em questões fundamentais à experiência artística na América Latina, como a antropofagia, o indigenismo, a negritude e o neoconcretismo. No acervo, o visitante vai encontrar obras de Frida Kahlo, Antonio Berni, Di Cavalcanti e o clássico ‘Abaporu’, de Tarsila do Amaral.

Entrada da exposição  'Verboamérica'

Entrada da exposição 'Verboamérica'

O Malba possui um acervo diversificado de arte latino-americana

O Malba possui um acervo diversificado de arte latino-americana

As obras mais conhecidas do artista argentino Antonio Berni também fazem parte do acervo e estão em exibição

As obras mais conhecidas do artista argentino Antonio Berni também fazem parte do acervo e estão em exibição

Exposição: Verboamérica – Colección Malba
Artista: Coletiva
Exposição de longa duração, de quinta a segunda-feira, das 12h às 20h e às quartas-feiras, das 12h às 21h. Fechado às terças-feiras.
Local: Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (Malba)
Endereço: Av. Figueroa Alcorta, 3415, Palermo. Buenos Aires - Argentina.
Entrada: $100 (R$ 18,92)

SERVIÇO:


Lima - Peru

Obras em cerâmica da cultura Nazca

Obras em cerâmica da cultura Nazca

Em 1927, o arqueólogo Paul Kosok sobrevoou a região de Nazca, no Peru, e descobriu gigantescas imagens traçadas sobre aquele território desértico. Desde então, a cultura da civilização pré-hispânica que ocupava essa localidade cerca de 1.500 anos atrás tem levantado a curiosidade do mundo todo. Agora, numa parceria com o Museu Rietberg, da Suíça, o Museu de Arte de Lima apresenta a maior exposição já dedicada à essa civilização, com uma coleção de 300 peças, entre cerâmica, tecido e objetos de metal. A exposição conta ainda com recursos tecnológicos, como vídeos, projeções, animações, mapping, composições musicais e simulação 3D.

Peça em tecido da cultura Nazca

Peça em tecido da cultura Nazca

A fachada do Museu de Arte de Lima, em estilo neoclássico

A fachada do Museu de Arte de Lima, em estilo neoclássico

O interior do museu

O interior do museu

A cultura Nazca segue despertando a curiosidade até hoje

A cultura Nazca segue despertando a curiosidade até hoje

Nasca - MALI

Exposição: Nasca
Curadoria: Cecilia Pardo (MALI) e Peter Fux (Museu Rietberg)
Até 1º de outubro, de terça-feira a domingo, das 10h às 19h e aos sábados, das 10h às 17h.
Local: Museu de Arte de Lima (MALI)
Endereço: Paseo Colón, 125, Parque de la Exposición. Lima – Peru.
Entrada: S/ 30 (R$ 29,53) 

SERVIÇO:
 


Montevidéu - Uruguai

Visitantes em uma das salas do MNAV

Visitantes em uma das salas do MNAV

Se você quer conhecer a fundo a produção artística uruguaia, então o Museu Nacional de Artes Visuais (MNAV) de Montevidéu é o lugar certo. O museu conta com a coleção mais importante e representativa do patrimônio artístico do país, com mais de 6 mil obras de arte, desde as últimas décadas do século XIX até nossos dias. Nessa exposição de longa duração, o visitante vai encontrar um recorte desse acervo e tem acesso a diferentes momentos da formação da arte uruguaia, com raízes na tradição europeia.

Entrada do MNAV, no Parque Rodó

Entrada do MNAV, no Parque Rodó

Obras do acervo permanente do museu

Obras do acervo permanente do museu

'Recreo'  (1924), óleo sobre tela de Petrona Viera

'Recreo' (1924), óleo sobre tela de Petrona Viera

'Pintura Construtivista'  (1929), de Joaquín Torres García

'Pintura Construtivista' (1929), de Joaquín Torres García

Exposição: Colección MNAV
Artista: Coletiva
Até 31 de dezembro, de terça-feira a domingo, das 14h às 19h.
Local: Museu Nacional de Artes Visuais (MNAV)
Endereço: Tomás Giribaldi, 2283, esq. Julio Herrera y Reissig, Parque Rodó. Montevidéu – Uruguai.
Entrada gratuita.

SERVIÇO:


Santiago - Chile

Símbolos de grupos extremistas da América do Sul em exposição no MAVI

Símbolos de grupos extremistas da América do Sul em exposição no MAVI

O artista chileno Arturo Duclos ocupa o Museu de Artes Visuais (MAVI) de Santiago e a Plaza Mulato Gil de Castro com uma grande exposição que explora o sentido político das utopias, contrastando os ideais dos diferentes grupos revolucionários da América Latina no século XX. O artista, que já tem mais de 30 anos de carreira, exibe pinturas, desenhos, esculturas, instalação e vídeo em um total de 5 áreas temáticas. As obras revisitam o espírito de luta de grupos que impuseram suas convicções principalmente através da força armada e do terrorismo, como Tupamaros (Uruguai), FARC (Colômbia), EZLN (México), FPMR (Chile), MRTA (Peru) e Movimiento 26 de Julio (Cuba).

Escultura de Arturo Duclos

Escultura de Arturo Duclos

A proposta do artista explora linguagens artísticas variadas como a instalação

A proposta do artista explora linguagens artísticas variadas como a instalação

O artista faz um contraponto entre os diferentes grupos guerrilheiros que surgiram na América Latina ao longo do século XX

O artista faz um contraponto entre os diferentes grupos guerrilheiros que surgiram na América Latina ao longo do século XX

Exposição: El fantasma de la utopia
Artista: Arturo Duclos
Até 20 de agosto, de terça-feira a domingo, das 11h às 18h30
Local: Museu de Artes Visuais (MAVI)
Endereço: Calle José Victorino Lastarria, 307, Plaza Mulato Gil De Castro. Santiago – Chile.
Entrada gratuita.

SERVIÇO:


Bônus: São Paulo - Brasil

MASP abriga a maior exposição já feita no Brasil sobre o artista francês Toulouse-Lautrec

MASP abriga a maior exposição já feita no Brasil sobre o artista francês Toulouse-Lautrec

E pra quem vai viajar por aqui mesmo, a dica é ir até São Paulo-SP e conferir a maior exposição já feita no Brasil sobre a obra do francês Toulouse-Lautrec, um dos mais importantes artistas europeus da virada do século XIX para o século XX, decisivo para a arte moderna e um dos pioneiros do design gráfico e do uso de cartaz para a publicidade. São 75 obras e 50 documentos que retratam personagens burgueses, boêmios, trabalhadores, dançarinas e artistas que conviviam em Paris e que fizeram parte do círculo afetivo e artístico do artista. Mais uma grande exposição do Museu de Arte de São Paulo (MASP), que já vale a visita só pela sua importância arquitetônica.

Um dos cartazes mais famosos de Toulouse-Lautrec

Um dos cartazes mais famosos de Toulouse-Lautrec

Visitantes contemplam obra de Toulouse-Lautrec no MASP

Visitantes contemplam obra de Toulouse-Lautrec no MASP

Fachada do MASP, símbolo de São Paulo

Fachada do MASP, símbolo de São Paulo

Exposição: Toulouse-Lautrec em Vermelho
Artista: Henri de Toulouse-Lautrec
Até 1º de outubro, de segunda-feira a domingo, das 10h às 18h e nas quintas-feiras, das 10h às 20h
Local: Museu de Arte de São Paulo (MASP)
Endereço: Av. Paulista, 1578, Bela Vista. São Paulo – Brasil.
Entrada: R$ 30 e R$ 15 (estudantes, professores e maiores de 60 anos)
 

SERVIÇO:

Que fofura! Os retratos de 10 artistas quando crianças

É isso. Dia das Crianças rolando e eu aposto que você não esperava ver pintando na sua timeline os rostinhos infantis de alguns dos artistas que mais se destacaram na história da arte moderna. Aliás, já parou pra pensar que a gente geralmente nem conhece as feições desses artistas, embora suas obras estejam amplamente disseminadas no repertório imagético e cultural de nossa sociedade? Com exceção de Frida Kahlo e Salvador Dalí, é claro. Rostos conhecidíssimos do público e cada dia mais populares.

Infelizmente não dá pra voltar tanto no tempo e conhecer Leonardo Da Vinci, Caravaggio ou Francisco Goya quando crianças, mas graças à invenção da fotografia no século XIX, a gente pode se deparar com essas fofuras aqui ó:

Começando com o mais velhinho da lista, temos Vicent Van Gogh e sua roupinha de marinheiro, provavelmente na década de 1850. Tá vendo que menino também pode usar saia?! Repare que os traços mais marcantes de seu rosto continuaram presentes na fase adulta.

Van Gogh e sua roupinha de marinheiro nos anos 1850. Ao lado, o artista já adulto

Van Gogh e sua roupinha de marinheiro nos anos 1850. Ao lado, o artista já adulto

Vincent Van Gogh
'Noite Estrelada' (1889), Vincent Van Gogh

'Noite Estrelada' (1889), Vincent Van Gogh


Outro que também preservou os traços do rosto foi Wassaly Kandinsky, o artista plástico russo, professor da Bauhaus e um dos precursores do abstracionismo nas artes visuais. Será que ele já coloria na época que essa foto dele criança foi tirada?

Kandinsky quando criança e ao lado na fase adulta. A boca e o olhar não mudaram nada!

Kandinsky quando criança e ao lado na fase adulta. A boca e o olhar não mudaram nada!

Kandinsky
'Composição 8' (1923), Wassaly Kandinsky

'Composição 8' (1923), Wassaly Kandinsky


O espanhol Pablo Picasso aos 10 anos, no ano de 1891, em Malaga, sua cidade Natal. Tem ou não tem cara de quem foi muito sapeca e deu bastante trabalho aos pais?

Picasso em 1891, aos 10 anos de idade. Ao lado, já consagrado como um dos maiores artistas do modernismo

Picasso em 1891, aos 10 anos de idade. Ao lado, já consagrado como um dos maiores artistas do modernismo

Picasso
'Guernica' (1937), Pablo Picasso

'Guernica' (1937), Pablo Picasso


E agora os surrealistas! René Magritte (o mais alto), aos 7 anos, ao lado de seus irmãos em 1905.

O artista belga René Magritte e seus irmãos mais novos

O artista belga René Magritte e seus irmãos mais novos

René Magritte
'Os Amantes' (1928), René Magritte

'Os Amantes' (1928), René Magritte


Outro surrealista: Salvador Dalí, que já causava desde cedo. Todo estilosinho. É outro que parece ter dado muito trabalho. Aliás, deu trabalho até o fim, né? KKKKK E olha esse sorriso, é impressão minha ou já tinha o formato do bigodinho?

Salvador Dalí era puro estilo

Salvador Dalí era puro estilo

Salvador Dalí
'A Persistência da Memória' (1931), Salvador Dalí

'A Persistência da Memória' (1931), Salvador Dalí


Que fofurinhaaaaa a Frida Kahlo em 1911, aos 4 anos de idade! Aposto que nessa época ela vivia correndo pela casa.

Frida Kahlo adornando a cabeça desde sempre

Frida Kahlo adornando a cabeça desde sempre

Frida em sua foto clássica na capa da revista Vogue

Frida em sua foto clássica na capa da revista Vogue

'O Veado Ferido' (1946), Frida Kahlo

'O Veado Ferido' (1946), Frida Kahlo


E agora chegou a vez da nossa brasileira Tarsila do Amaral (a mais alta), em 1898, ao lado de sua irmã Cecília. Aos 12 anos ela já tinha o rostinho meio arredondado, né?

Tarsila aos 12 anos ao lado de sua irmã, Cecília

Tarsila aos 12 anos ao lado de sua irmã, Cecília

Tarsila do Amaral
'Os Operários' (1933), Tarsila do Amaral

'Os Operários' (1933), Tarsila do Amaral


Outro brasileiro, um dos nossos principais artistas, Emiliano Di Cavalcanti ainda bebê, provavelmente nos últimos anos do século XIX. Cheio de dobrinhas!

Di Cavalcanti e suas dobrinhas

Di Cavalcanti e suas dobrinhas

Di Cavalcanti já consagrado como um dos principais pintores do modernismo brasileiro

Di Cavalcanti já consagrado como um dos principais pintores do modernismo brasileiro

'Pescadores' (1951), Di Cavalcanti

'Pescadores' (1951), Di Cavalcanti


E pra terminar, dois artistas da Pop-Art, que inclusive já apareceram por aqui. Andy Warhol era bastante diferente quando criança:

O menino Andy Warhol

O menino Andy Warhol

Andy Warhol
'Marilyn Monroe' (1962), Andy Warhol

'Marilyn Monroe' (1962), Andy Warhol


Já Roy Lichtenstein tinha até o mesmo penteado! Será que ele estava representando algum super-herói dos quadrinhos? Não podemos esquecer que Lichtenstein foi um dos responsáveis por elevar a estética dos quadrinhos - antes considerada produto subcultural - à categoria de obra de arte. Aos 11 anos, aposto que ele lia muitos comic books de Superman e Batman

Roy Lichtenstein aos 11 anos

Roy Lichtenstein aos 11 anos

As imagens criadas por Lichtenstein estão até hoje presentes na cultura pop

As imagens criadas por Lichtenstein estão até hoje presentes na cultura pop

'Crying Girl' (1963), Roy Lichtenstein

'Crying Girl' (1963), Roy Lichtenstein

25 pinturas de diferentes épocas para celebrar a chegada da primavera

A primavera chegou! A estação mais florida do ano começa no dia 23 de setembro no hemisfério sul, exatamente onde estamos aqui no Brasil! Entende agora o porquê das ruas da sua cidade estarem mais floridas nos últimos dias?

Considerada a estação com as temperaturas mais agradáveis, a primavera nos remete também à alegria, à variedade de cores e ao romantismo. É também a estação dos pombinhos apaixonados. E é claro que a arte tem tudo a ver com a percepção simbólica que nós temos da primavera, principalmente no contexto europeu, onde o clima temperado acentua as características de cada estação do ano.

A história da arte está repleta de artistas que buscaram inspiração na primavera. Se a gente prestar atenção dá pra compreender melhor as transformações pelas quais a arte passou ao longo dos séculos só observando como jardins e flores aparecem nas obras desses artistas.

Começando pelo quadro renascentista ‘A Primavera’, do italiano Botticelli (sim, aquele mesmo do famoso ‘O Nascimento de Vênus’). A pintura de 1482 utiliza a técnica de têmpora sobre madeira e a maioria dos críticos de arte acredita que a obra retrata um grupo de figuras mitológicas num jardim primaveril. As flores estão presentes no chão, nas árvores e estampam também o vestido de uma das personagens.

1 -  'A Primavera'  (1482), de Botticelli

1 - 'A Primavera' (1482), de Botticelli

Em ‘O Jardim das Delícias Terrenas’, o holandês Hieronymus Bosch nos apresenta sua versão para a história do mundo, a partir da criação. No primeiro painel, vemos Adão e Eva bem inocentes no Jardim do Éden. Já no painel central (o maior, diga-se de passagem), todo mundo despirocou depois de descobrir os prazeres carnais e resolveu fazer um amorzinho bem gostoso no meio das florezinhas. E por último, a hora do castigo! A representação do inferno, onde o ser humano é condenado pelo pecado da luxúria. Triste fim. Agora admita, é ou não é uma pintura surreal demais para uma obra que foi pintada em 1504? Eu amo!

2 -  ‘O Jardim das Delícias Terrenas’  (1504), do holandês Hieronymus Bosch

2 - ‘O Jardim das Delícias Terrenas’ (1504), do holandês Hieronymus Bosch

Outro carinha criativo do século XVI foi o italiano Giuseppe Arcimboldo, que usava imagens da natureza – geralmente, frutas e legumes – para compor fisionomias humanas! Se me dissessem que era uma artista do século XX eu acreditava! Será que Arcimboldo e Bosch se conheceram? Em ‘Flora’ (1591), eu não preciso dizer mais nada:

3 -  'Flora'  (1591), de Giuseppe Arcimboldo

3 - 'Flora' (1591), de Giuseppe Arcimboldo

A arte flamenga de Pieter Bruegel, O Jovem, retratava com frequência o cotidiano de camponeses. Em ‘Preparação dos Canteiros’ (1617), os trabalhadores cuidam de um pequeno jardim.

4 -  'Preparação dos Canteiros'  (1617), de Pieter Bruegel, O Jovem

4 - 'Preparação dos Canteiros' (1617), de Pieter Bruegel, O Jovem

Outro membro da família Bruegel também se destacou na arte: Jan Bruegel, ao lado de outro pintor flamengo conhecido, Peter Paul Rubens, resolveu criar uma série de pinturas tendo os cinco sentidos como tema. Em ‘O Sentido de Cheiro’ (1618), adivinha onde está a moça do quadro? Num jardim cheio de flores, é claro!

5 -  'O Sentido do Cheiro'  (1618), da parceria entre os artistas Jan Bruegel e Peter Rubens Paul

5 - 'O Sentido do Cheiro' (1618), da parceria entre os artistas Jan Bruegel e Peter Rubens Paul

Daqui a gente já parte para a França do século XVIII e seu estilo Rococó, que prezava por fórmulas decorativas e ornamentais. E tem coisa mais ornamental do que flor? Não, né! Nesse período, os artistas prezaram pela delicadeza, elegância e graça, retratando o cotidiano da aristocracia e a vida galante da corte e dos palácios franceses. Tudo muito inacessível à plebe. Muitos dos símbolos e clichês românticos que ainda insistimos em sustentar no século XXI tiverem início nesse período.

6 -  'A Terra'  (1730), de Nicolas Lancret

6 - 'A Terra' (1730), de Nicolas Lancret

 7 - A famosa pintura  'O Balanço'  (1766), do francês Jean-Honoré Fragonard

 7 - A famosa pintura 'O Balanço' (1766), do francês Jean-Honoré Fragonard

8 -  'Gathering Flowers'  (Século XIX), do americano Daniel Ridgway Knight

8 - 'Gathering Flowers' (Século XIX), do americano Daniel Ridgway Knight

A partir da segunda metade do século XIX, a arte passa por grandes transformações, principalmente após a difusão da fotografia. A pintura realista de artistas como Daniel Ridgway Knight começa a dar lugar a outras manifestações estéticas, como o Impressionismo de Degas, Renoir e Monet ou os pós-impressionistas Paul Cézanne, Vincent van Gogh e Paul Gauguin.

As cores passam a vibrar de maneira diferente nas telas. Importa mais a impressão que a luz que incide sobre os jardins provoca em nossos olhos, do que a representação fiel de suas flores.

9 -  'Mulher Sentada ao Lado de Um Vaso de Flores'  (1865), de Edgar Degas

9 - 'Mulher Sentada ao Lado de Um Vaso de Flores' (1865), de Edgar Degas

10 - O impressionismo de Renoir em  'Mulher com Guarda-sol em um Jardim'  (1875)

10 - O impressionismo de Renoir em 'Mulher com Guarda-sol em um Jardim' (1875)

11 -  'Na Pradaria'  (1876), de Claude Monet

11 - 'Na Pradaria' (1876), de Claude Monet

12 -  'Casal no Jardim'  (1873), de Paul Cézanne

12 - 'Casal no Jardim' (1873), de Paul Cézanne

13 - O clássico  'Doze girassóis numa jarra'  (1888), de Vincent Van Gogh

13 - O clássico 'Doze girassóis numa jarra' (1888), de Vincent Van Gogh

14 -  'Women On The River Bank'  (1885), de Georges Seurat

14 - 'Women On The River Bank' (1885), de Georges Seurat

15 -  'Arearea'  (1892), de Paul Gauguin

15 - 'Arearea' (1892), de Paul Gauguin

No século XX, mesmo com a profusão de estilos artísticos, as flores continuaram sendo temas recorrentes na arte.

16 -  Charles Daniel Ward continuou no caminho da arte figurativa, mesmo com as vanguardas europeias em ebulição, como vemos em   'O Progresso da Primavera'  (1905)

16 - Charles Daniel Ward continuou no caminho da arte figurativa, mesmo com as vanguardas europeias em ebulição, como vemos em 'O Progresso da Primavera' (1905)

A brasileira Tarsila do Amaral também foi outra artista que destacou a flora em sua obra, na perspectiva tropical tupiniquim:

17 - O lado tropical da flora em  'O Lago'  (1928), de Tarsila do Amaral

17 - O lado tropical da flora em 'O Lago' (1928), de Tarsila do Amaral

 Você já parou pra pensar em como as flores se comportam durante a noite? O Paul Klee, sim:

18 -  'Growth Of The Night Plants'  (1922), Paul klee

18 - 'Growth Of The Night Plants' (1922), Paul klee

19 - René Magritte também trouxe o tema das flores para a sua arte surrealista, em  'The Blow To The Heart'  (1952)

19 - René Magritte também trouxe o tema das flores para a sua arte surrealista, em 'The Blow To The Heart' (1952)

20 - Outro que também se aproximou do surrealismo foi Paul Delvaux ( que já mereceu um post só pra ele por aqui ). Esse é  'O Jardim' , de 1971

20 - Outro que também se aproximou do surrealismo foi Paul Delvaux (que já mereceu um post só pra ele por aqui). Esse é 'O Jardim', de 1971

21 -  'Mulher com Flores'  (1976), do colombiano Fernando Botero

21 - 'Mulher com Flores' (1976), do colombiano Fernando Botero

Na Pop-Art as flores também tiveram seu espaço. Andy Warhol não produziu apenas Marilyns e Sopas Campbell:

22 -  'Flores'  (1964), de Andy Warhol

22 - 'Flores' (1964), de Andy Warhol

 Observe como as flores no trabalho de Roy Lichtenstein, outro representante da Pop-Art, aparecem num contexto completamente diferente das imagens do Rococó. Aqui elas servem apenas para estampar a lata de lixo:

23 - Ironia e Pop-Art em  'Step-On Can With Leg'  (1961), de  Roy Lichtenstein

23 - Ironia e Pop-Art em 'Step-On Can With Leg' (1961), de Roy Lichtenstein

E por último, alguns trabalhos do século XXI, que trabalham com colagem e pintura digital.:

24 - A colagem digital de Randy Mora, em  'Esperándote'  (2012)

24 - A colagem digital de Randy Mora, em 'Esperándote' (2012)

25 -  'Weeping'  (2013), de Hsiao-Ron Cheng, artista de Taiwan

25 - 'Weeping' (2013), de Hsiao-Ron Cheng, artista de Taiwan

Bônus:

Também já tá permitido trocar e contemplar a sua capinha do CD 'As Quatro Estações - O Show' (2000), de Sandy & Júnior (entendedores entenderão). Hahaha

Obra atemporal.

Obra atemporal.

Agooooora sim a sua primavera já pode começar. Viva!