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Resultado do sorteio do livro sobre a arte de Salvador Dalí!

E como prometido, neste domingo, 10 de setembro, rolou o sorteio do livro sobre a arte de Salvador Dalí, em comemoração às 1.000 curtidas na página do Pigmum no Facebook. O sorteio foi feito ao vivo, às 10h da manhã e o vídeo está disponível logo abaixo!

E a ganhadora é lá da cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul! Parabéns, Hilda! Espero que você aproveite bastante o livro! Se puder, manda um feedback pra gente! Não esqueça que você tem 5 dias para enviar um endereço para a entrega do livro. Fique de olho no seu e-mail, pois uma mensagem foi encaminhada. 

Resultado Sorteio Livro Dalí

Obrigado a todo mundo que participou da promoção. Em breve vai haver outros sorteios porque eu adorei brincar disso! Se tiver alguma editora de livros, livraria ou empresa do segmento de artes/cultura a fim de fechar uma parceria, é só mandar sua proposta para pigmumblog@gmail.com ou entrar em contato pelo Instagram, Facebook ou YouTube.

Até mais e bom domingo!

Para comemorar as 1.000 curtidas no Facebook, o Pigmum está sorteando um livro sobre a arte de Salvador Dalí! Participe!

Nesta semana, o Pigmum alcançou 1.000 curtidas aqui no Facebook e eu só tenho a agradecer! Pra comemorar, vai rolar o sorteio desse livro maravilhoso do Salvador Dalí! Dá uma olhada nesse vídeo:

São 160 páginas, em uma edição caprichada da coleção Grandes Mestres, da editora Abril, reunindo imagens das principais obras do artista.

PARA PARTICIPAR, BASTA SEGUIR ESSAS REGRINHAS:

1. Curta a página Pigmum no Facebook;
2. Marque na postagem do Facebook 3 amigos que também são apaixonados por arte como você!;
3. Clique em 'Quero Participar', acessando esse link aqui.
4. Compartilhe a postagem do sorteio publicamente no seu Facebook

Para validar o prêmio, é preciso seguir todas as regrinhas, OK?

Caso o nome vencedor tenha deixado de seguir alguma delas, o livro será sorteado novamente.

O nome vencedor tem o prazo de 5 dias para enviar um endereço para entrega do livro. Passado esse prazo, um novo nome será sorteado.

Essa é a imagem do post que vocês precisam compartilhar e marcar 3 amigos lá no Facebook!

Essa é a imagem do post que vocês precisam compartilhar e marcar 3 amigos lá no Facebook!

O sorteio será no domingo, dia 10 de setembro de 2017. O nome vencedor será divulgado no Facebook (http://bit.ly/2eSP31v), no Instagram (http://bit.ly/2dNbqTS) e aqui no blog http://www.pigmum.com/

Promoção válida somente para residentes no Brasil.

Participe, boa sorte e obrigado por seguir o Pigmum! ❤❤❤❤❤

30 obras para celebrar os 110 anos de Frida Kahlo

Se alguma vez na vida você já se deparou com a imagem de uma mulher usando longas saias, xales, arranjos florais na cabeça e ostentando uma monocelha, não tenha dúvidas, você esteve diante de uma imagem de Frida Kahlo ou diante de uma representação simbólica dessa grande artista mexicana, que estaria completando 110 anos hoje. Para comemorar, o Pigmum selecionou 30 de suas pinturas, porque é sempre bom divulgar e enaltecer uma alma artística irrequieta como a dela. Confira:

1 - 'As Duas Fridas' (1939)

1 - 'As Duas Fridas' (1939)

2 - 'Autorretrato com Colar de Espinhos e Beija-flor' (1944)

2 - 'Autorretrato com Colar de Espinhos e Beija-flor' (1944)

3 - 'Autorretrato com Bonito' (1941)

3 - 'Autorretrato com Bonito' (1941)

É preciso ser muito outsider para não saber quem é Frida Kahlo nos dias de hoje, já que nas últimas décadas sua popularidade cresceu vertiginosamente, consolidando seu status de ícone. Sua imagem é tão frequente em nosso cotidiano quanto as de Che Guevara, Marilyn Monroe ou Bob Marley.

Sua autenticidade e personalidade forte têm sido fonte de inspiração para mulheres do mundo todo. Hoje, Frida Kahlo é um símbolo de empoderamento feminino, de mulher latina, de luta e de resistência, inclusive artística. Ela é uma das poucas pintoras com tamanho reconhecimento mundial.

4 - 'Hospital Henry Ford' (1932)

4 - 'Hospital Henry Ford' (1932)

5 - Autorretrato na fronteira entre o México e os Estados Unidos' (1932)

5 - Autorretrato na fronteira entre o México e os Estados Unidos' (1932)

6 - 'A Coluna Partida' (1944)

6 - 'A Coluna Partida' (1944)

7 - 'Diego e Eu' (1949)

7 - 'Diego e Eu' (1949)

8 - 'Autorretrato com cabelo cortado' (1940)

8 - 'Autorretrato com cabelo cortado' (1940)

9 - 'Retrato de Luther Burbank' (1931)

9 - 'Retrato de Luther Burbank' (1931)

10 - 'Umas Facadinhas de Nada' (1935)

10 - 'Umas Facadinhas de Nada' (1935)

Sua trágica história de vida se confunde com sua produção artística, marcada pela representação pictórica de cenas autobiográficas, incluindo seu casamento conturbado com o também renomado pintor mexicano Diego Rivera.

É comum a romantização da relação tempestuosa dos dois, mas também cresce o entendimento de que Frida, na verdade, foi mais uma vítima do machismo que rege relacionamentos abusivos. E é por isso também que a empatia por essa mulher só cresce a cada dia. Para além da arte, Frida Kahlo se tornou também uma inspiração política.

11 - 'Veado Ferido' (1946)

11 - 'Veado Ferido' (1946)

12 - 'Autorretrato com cabelo solto' (1947)

12 - 'Autorretrato com cabelo solto' (1947)

13 - 'Autorretrato com Tehuana' (1943)

13 - 'Autorretrato com Tehuana' (1943)

14 - 'Mosè o Nucleo solare' (1945)

14 - 'Mosè o Nucleo solare' (1945)

15 - 'Mi Nana y Yo' (1937)

15 - 'Mi Nana y Yo' (1937)

16 - 'Autorretrato com Pequeno Macaco' (1945)

16 - 'Autorretrato com Pequeno Macaco' (1945)

17 - 'Fulang-Chang e eu' (1937)

17 - 'Fulang-Chang e eu' (1937)

Porém, embora a própria artista tenha dito que seu marido foi o grande acidente de sua vida, ele não foi o único! Quando criança, Frida contraiu poliomielite - a famosa paralisia infantil -, fato que reverberou por toda a sua vida, uma vez que ela teve que conviver com uma lesão no pé direito. Vem daí a razão pelo uso de longas saías e calças.

18 - 'Nascimento' (1932)

18 - 'Nascimento' (1932)

19 - 'O Sonho (A Cama)' (1940)

19 - 'O Sonho (A Cama)' (1940)

Já aos 18 anos, a jovem foi vítima de um acidente de trânsito envolvendo a colisão entre um bonde e um trem. O acidente obrigou Frida a se submeter a cirurgias, longos períodos acamada e ao uso contínuo de coletes ortopédicos. Ela nunca mais foi a mesma e começou a pintar justamente enquanto se recuperava.

20 - 'O Marxismo dará saúde aos doentes' (1954)

20 - 'O Marxismo dará saúde aos doentes' (1954)

21 - 'Árvore da Esperança' (1946)

21 - 'Árvore da Esperança' (1946)

22 - 'Frieda e Diego Rivera' (1933)

22 - 'Frieda e Diego Rivera' (1933)

23 - 'Garota com a Máscara da Morte (Ela brinca sozinha)' 1938

23 - 'Garota com a Máscara da Morte (Ela brinca sozinha)' 1938

24 - Abraço do amor do universo' (1949)

24 - Abraço do amor do universo' (1949)

Em suas obras, se destacam o autorretrato, a presença de elementos da cultura mexicana, o traço que remete à pintura naïf e a melancolia. Para Frida Kahlo, conviver com a dor física e emocional era uma constante e isso transparecia em sua arte. Sua produção chegou a ser classificada como surrealista, título que nunca foi aceito pela artista. Nas palavras dela:

Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade.
— Frida Kahlo
25 - 'Retrato de minha irmã Cristina' (1928)

25 - 'Retrato de minha irmã Cristina' (1928)

26 - 'Retrato de Dona Rosita Morillo' (1944)

26 - 'Retrato de Dona Rosita Morillo' (1944)

27 - 'O Sol e a Vida' (1947)

27 - 'O Sol e a Vida' (1947)

28 - 'O que a água me deu' (1938)

28 - 'O que a água me deu' (1938)

29 - 'The Deceased Dimas' (1937)

29 - 'The Deceased Dimas' (1937)

30 - 'Sem Esperança' (1945)

30 - 'Sem Esperança' (1945)

Que as cores de Frida Kahlo estejam sempre presentes!

10 curiosidades sobre Salvador Dalí que você provavelmente não sabia

Você certamente conhece Salvador Dalí e sabe que ele é o maior ícone do movimento surrealista, né? O que você possivelmente não sabe é que o artista, além do grande pintor de sonhos que foi, também era conhecido por sua extravagância e excentricidade. Sem falar nas inúmeras colaborações que ele também manteve fora da pintura, trabalhando em parceria com cineastas, estilistas e até estrelando comerciais de TV.

Se vivo fosse, Dalí estaria completando 113 anos neste 11 de maio. Para celebrar a data, o Pigmum selecionou 10 curiosidades que mostram que o artista foi ainda mais surreal do que parece! Confira:

1 – Foi expulso do movimento surrealista

O grupo surrealista, com Salvador Dalí no centro, na linha de frente

O grupo surrealista, com Salvador Dalí no centro, na linha de frente

Vamos começar com polêmica? Bora! Apesar de ser o nome mais conhecido do Surrealismo, Salvador Dalí foi expulso do movimento em 1934, após manifestar apoio ao ditador Francisco Franco, durante os conflitos na Guerra Civil Espanhola. O Surrealismo, que não era somente um movimento artístico, estava politicamente alinhado ao método materialista histórico. Dalí assumira uma postura cada vez mais reacionária e que ia de encontro aos ideais do grupo. Por isso, durante uma reunião no dia 5 de fevereiro, Salvador Dalí foi convidado a deixar o Surrealismo pelo líder do movimento, André Breton.

2 – Teve um caso amoroso com o poeta espanhol Federico García Lorca

Os  ~amigos~  Salvador Dalí e Federico García Lorca

Os ~amigos~ Salvador Dalí e Federico García Lorca

Você quer mais polêmica? Então tome! Pra começo de conversa, Dalí foi casado com Gala Éluard durante 48 anos, até ficar viúvo em 1982. Pra todo mundo, Gala era sua musa! E de fato, a morte de sua esposa levou Dalí a cair em depressão nos últimos anos de sua vida. Porém, antes de tudo isso, o jovem Dalí teve uma ~amizade especial~ com o poeta espanhol Federico García Lorca.

Dalí e sua esposa, Gala Éluard

Dalí e sua esposa, Gala Éluard

Os dois se conheceram em 1922, na Residência da Estudantes, em Madri. Ao que parece, Lorca morria de amores por Dalí, mas este sempre se mostrou meio reticente na relação, evitando inclusive um contato físico ainda mais íntimo, se é que você me entende... Dalí não se considerava homossexual, mas bem que curtia na ~brodagem~.

3 – Fez trabalhos no cinema

Cena clássica do filme  'Um Cão Andaluz'  (1929), dirigido por Luís Buñuel e Dalí

Cena clássica do filme 'Um Cão Andaluz' (1929), dirigido por Luís Buñuel e Dalí

Deixando o ti-ti-ti de lado, é hora de falar dos principais filmes que Dalí ajudou a produzir. O mais conhecido deles, o surrealista ‘Um Cão Andaluz’ (1929), foi dirigido por ele e pelo então amigo Luís Buñuel. Mais teve também uma colaboração com o mestre Hitchcock, em ‘Quando fala o coração’ (1945) e um projeto de animação com Walt Disney, ‘Destino’, que só foi finalizado postumamente em 2003. E como o Pigmum gosta de facilitar a sua vida, tá aí os 3 filmes na íntegra e legendados! Segue:

4 – Um escultor surrealista!

O  'Telefone Lagosta'.  Escultura surrealista, com uma lagosta feita de gesso sobre um telefone comum

O 'Telefone Lagosta'. Escultura surrealista, com uma lagosta feita de gesso sobre um telefone comum

Engana-se quem pensa que Salvador Dalí só era bom na pintura. O artista também era escultor e dentre suas criações mais célebres estão o ‘Telefone Lagosta’ (1936) e o ‘Sofá-lábios de Mae West’ (1937). Pop-Art antes mesmo de Andy Warhol. É ou não é?

O icônico  'Sofá-lábios de Mae West'

O icônico 'Sofá-lábios de Mae West'

Outra escultura de Dalí, que faz parte do acervo do Museu Botero, em Bogotá, na Colômbia

Outra escultura de Dalí, que faz parte do acervo do Museu Botero, em Bogotá, na Colômbia

5 – Criou peças de alta-costura

O chapéu em formato de sapato. V0cê usaria?

O chapéu em formato de sapato. V0cê usaria?

Na década de 1930, Dalí colaborou com a estilista italiana Elsa Schiaparelli, criando peças que se tornaram icônicas, como o chapéu em formato de sapato e o vestido branco com estampa de lagosta.

6 – Foi capa de revista

Salvador Dalí na capa da edição de dezembro de 1936 da revista americana  Time

Salvador Dalí na capa da edição de dezembro de 1936 da revista americana Time

Em 1936, Dalí foi o primeiro espanhol a estampar a capa da revista americana Time, o que garantiu ao artista ainda mais visibilidade midiática. Dalí gostava dos holofotes e era uma figura tão intrigante quanto sua própria arte. Essa postura rendeu-lhe popularidade e dinheiro, outra coisa que o artista também gostava muito. Agora imagine quantas portas e janelas uma capa na Time daquela época poderia abrir?!

7 – Estrelou comerciais de TV

Já na maturidade, em 1968, Dalí apareceu em cores nas telinhas de milhares de expectadores vendendo os famosos chocolates Lanvin! Também estrelou campanhas publicitárias para as pastilhas Alka-Seltzer e para o Hotel Saint Régis. Pense no estrago que Dalí faria se ainda continuasse atuante agora na era das redes sociais!

8 – Projetou o logo da marca de doces Chupa Chups

Foi Dalí que projetou a identidade visual da empresa espanhola Chupa Chups

Foi Dalí que projetou a identidade visual da empresa espanhola Chupa Chups

Exatamente.  Sabe aquele pirulito docinho, quem tem uma florzinha na embalagem (e que nos anos 1990 vinha com figurinhas das Spice Girls)? Pois foi o artista que projetou a florzinha que de 1969 até hoje faz parte da identidade visual da empresa espanhola.

9 – Foi ilustrador de livros

Gravuras de Dalí para uma edição comemorativa do clássico literário  'A Divina Comédia'

Gravuras de Dalí para uma edição comemorativa do clássico literário 'A Divina Comédia'

Já está mais do que evidente que Dalí experimentou de tudo um pouco na arte e na mídia. E como tantos outros artistas, Dalí também produziu gravuras para ilustrar livros, entre eles uma edição especial comemorativa de ‘A Divina Comédia’, para celebrar os 700 anos de nascimento do italiano Dante Alighieri (1265-1321). Inclusive essas gravuras estão atualmente em exposição aqui no Brasil, na Caixa Cultural Fortaleza-CE. Confira a notinha que o Pigmum fez sobre essa mostra!

10 – Cultivou um bigodinho saliente

Foto icônica de Dalí, com o famoso bigode

Foto icônica de Dalí, com o famoso bigode

Que Salvador Dalí tinha um bigodinho você já sabe, agora consegue dizer o porquê? A resposta está na Espanha: Dalí nutria uma admiração especial pelo artista espanhol Diego Velásquez, que ficou imortalizado com a obra barroca ‘As Meninas’ (1656). Dalí começou a usar o bigodinho ainda na juventude e acabou adotando o estilo durante toda a sua vida.

E aí, estamos falando sobre um gênio ou um louco?

E como ninguém é de ferro, vamos terminar o post com as pinturas de Dalí, é claro! Até porque nunca é demais divulgar e enaltecer essa obra maravilhosa!

As mulheres noturnas de Paul Delvaux

Boa parte de nossas vidas passamos entregues ao sono, completamente vulneráveis aos caprichos do inconsciente. Não é difícil chegar à conclusão de que sabemos muito pouco sobre o que acontece conosco enquanto dormimos. A obra de Paul Delvaux mergulha principalmente nessa atmosfera onírica.

The Strollers (1947)

The Strollers (1947)

Paul Delvaux nasceu na Bélgica em 1897 e é muitas vezes associado ao Surrealismo, um dos movimentos artísticos mais populares do século XX. Surrealistas como Salvador Dalí e René Magritte, influenciados pelas teorias psicanalíticas de Freud, buscaram entender o papel do inconsciente na atividade criativa. Porém, Paul Delvaux, de fato, nunca se filiou ao movimento e se deixou inspirar também pela cultura do expressionismo flamengo.

As mulheres de Delvaux são misteriosas, quase sempre nuas e parecem estar em um permanente estado sonâmbulo, vagando pela noite entre ruas e edifícios que muitas vezes fazem referência à arquitetura greco-romana. As próprias poses dessas mulheres são capazes de nos remeter à arte clássica.

Também chama a atenção os semblantes serenos, estampando uma paz assustadoramente fria, como quem descansa em paz. Aliás, não há como negar uma certa aproximação entre o sono e a morte, parentes às vezes nem tão distantes. A paisagem montanhosa, os ares sombrios, as árvores secas e alguns esqueletos aqui e ali também contribuem para essa sensação.

Por outro lado, mesmo aparentemente suscetíveis, essas mulheres também transmitem uma força e ousadia inexplicáveis, assim como muitos de nossos próprios sonhos.