Pigmum

arte e outros riscos

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Retrospectiva: 10 exposições de arte que marcaram o ano de 2017 no Nordeste

2017 já está nos seus suspiros finais, mas ainda vale a pena dar um último giro cultural pelo Nordeste e destacar algumas exposições de arte que marcaram o ano na região!

Imagens de algumas das exposições que marcaram o ano de 2017 no Nordeste

Imagens de algumas das exposições que marcaram o ano de 2017 no Nordeste

Mas antes, algumas considerações:

Apesar de ter sido um ano difícil às artes visuais - que do segundo semestre pra cá se deparou com o falso-moralismo e a hipocrisia de alguns conservadores com agenda política a cumprir, não faltou nudez, temas referentes à sexualidade ou questionamentos políticos nas exposições por aqui. Embora a artista Simone Barreto tenha sido 'convidada' a retirar algumas de suas obras de uma exposição no Espaço Cultural Unifor, em Fortaleza, não tivemos acesso a outros episódios significativos de censura em museus, centros culturais e galerias de arte do Nordeste. Por acaso não há conservadores por aqui? Ou isso apenas reflete aqueles dados de 2009 do IBGE, que mostram que 96% dos brasileiros não frequentam museus e 93% nunca foram a uma exposição de arte? Será que no Nordeste essa porcentagem é ainda maior?

Em protesto contra à censura a exposições de arte e apresentações cênicas em 2017, 115 pessoas ficaram nuas na Praça do Museu da República, em Brasília, para uma série fotográfica assinada pelo fotógrafo Kazuo Okubo. Censura nunca mais!

Em protesto contra à censura a exposições de arte e apresentações cênicas em 2017, 115 pessoas ficaram nuas na Praça do Museu da República, em Brasília, para uma série fotográfica assinada pelo fotógrafo Kazuo Okubo. Censura nunca mais!

Ainda somos uma região sem o hábito de frequentar equipamentos culturais e desconfio que isso tem relação direta com nossa carência em educação, mais até do que com a condição financeira ou classe social do nosso povo. Arrisco dizer, inclusive, que a classe média e a própria elite econômica não são grandes frequentadores de museus (locais, é claro) e exposições de arte (pelo menos quando não oferecem algum status social). E quando falo sobre nossa carência em educação, não estou falando de educação como mercadoria, mas sim de educação para a formação humana do indivíduo e da própria sociedade.

O hábito de frequentar museus e outros espaços culturais deve fazer parte da formação humana de nossas crianças

O hábito de frequentar museus e outros espaços culturais deve fazer parte da formação humana de nossas crianças

Uma criança visita a exposição  'Meu Caminho' , de Raimunda Fortes, na Sala Sesc de Exposições, em Sao Luís-MA

Uma criança visita a exposição 'Meu Caminho', de Raimunda Fortes, na Sala Sesc de Exposições, em Sao Luís-MA

Nossa cultura faz parte desse processo de formação. A arte transforma. Ela tem o poder de nos tirar do lugar comum e de oferecer um ponto de vista diferente (e muitas vezes crítico) daquilo que é aparentemente banal em nosso cotidiano. A arte é um risco ao status quo. É por isso que os conservadores se sentem ameaçados por ela e é por isso também que os investimentos em educação e cultura não são prioridade às nossas oligarquias políticas. E a previsão é de que os cortes sejam ainda maiores em 2018.

Mas apesar de todas essas dificuldades, as artes visuais continuaram resistindo e florescendo no Nordeste e, ao longo do ano, recebemos grandes exposições individuais de artistas consolidados, como Tomie Ohtake, Leonilson e Chico Albuquerque, além do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) - pela primeira vez no Nordeste. Tivemos ainda exposições coletivas comemorativas, reunindo os principais nomes da produção artística local de alguns estados. Sem falar na itinerância de algumas exposições pelas capitais e também pelo interior da região, o que ainda é pouco comum e merece ser incentivado para promover a integração e o intercâmbio cultural entre os estados do Nordeste. Afinal, se estamos geograficamente tão próximos, por que ainda somos tão distantes?


Tomie Ohtake na Caixa Cultural

A artista Tomie Ohtake viveu 101 anos e 60 deles foram dedicados à arte

A artista Tomie Ohtake viveu 101 anos e 60 deles foram dedicados à arte

A obra da artista sempre seguiu o caminho do abstracionismo

A obra da artista sempre seguiu o caminho do abstracionismo

Tomie Ohtake nasceu no Japão, mas viveu a maior parte de sua vida no Brasil e é reconhecida como uma das principais artistas brasileiras do século XX. Mesmo começando sua carreira aos 40 anos, ela ainda produziu por mais 60 anos! Em 2017, a mostra retrospectiva ‘Cor e Corpo’, que homenageia a artista morta em 2015, permaneceu bastante tempo no Nordeste, circulando pelas unidades da Caixa Cultural de Salvador, Recife e Fortaleza. O público dessas três capitais teve a oportunidade de ver de perto a sutileza das cores, das formas e das curvas que marcam o abstracionismo presente nas gravuras, pinturas e esculturas da artista.


Lula Cardoso Ayres: Arte, Região e Tempo

Obra de Lula Cardoso Ayres exposta na retrospectiva do artista

Obra de Lula Cardoso Ayres exposta na retrospectiva do artista

A Caixa Cultural do Recife ainda celebrou a trajetória de Lula Cardoso Ayres, com uma grande mostra retrospectiva. Ao todo foram 208 obras que revelam a percurso do artista pernambucano por diferentes técnicas, como pintura a óleo, acrílica sobre cartão, aquarela, têmpera, entre outras. Lula Cardoso Ayres, que nos deixou em 1987, foi um grande nome do modernismo brasileiro e uma das figuras mais icônicas das artes visuais em Pernambuco.

Telas de Lula Cardoso Ayres evidenciam seu traço modernista

Telas de Lula Cardoso Ayres evidenciam seu traço modernista

lula cardoso ayres

Leonilson: arquivo e memória vivos

A obra de Leonilson é revisitada em exposição retrospectiva

A obra de Leonilson é revisitada em exposição retrospectiva

Já o artista Leonilson teve sua maior exposição retrospectiva, que resultou ainda na publicação de seu catálogo raisonné – com reproduções de todas as obras conhecidas do artista. A mostra ficou cerca de 3 meses em cartaz no Espaço Cultural Unifor, em Fortaleza, e reuniu mais de 120 obras, algumas delas inéditas. Leonilson nasceu no Ceará, mas se mudou para São Paulo ainda na infância. Ele se destacou na arte contemporânea brasileira entre as décadas de 1980 e 1990, mas em 1993 teve sua vida interrompida, aos 36 anos, vítima do vírus HIV. Justíssima homenagem do Ceará ao seu conterrâneo.

O artista seguiu o caminho da arte contemporânea em sua breve, mas profícua trajetória

O artista seguiu o caminho da arte contemporânea em sua breve, mas profícua trajetória

leonilson

O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos

Fotos do ensaio  'Mucuripe' , responsável por projetar nacionalmente a costa cearense

Fotos do ensaio 'Mucuripe', responsável por projetar nacionalmente a costa cearense

chico albuquerque

Outro cearense homenageado por lá foi o fotógrafo Chico Albuquerque, um dos pioneiros na fotografia publicitária brasileira e responsável por projetar nacionalmente a costa marítima do Ceará. Em 2017 ele completaria 100 anos e por isso foi tema da edição deste ano da Maloca Dragão, o maior festival de artes do estado. A exposição ocupou o Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE) com mais de 400 fotografias.

Chico Albuquerque também ficou conhecido por ter acompanhado o cineasta americano Orson Welles ('Cidadão Kane') durante as gravações de um documentário sobre quatro jangadeiros que, a bordo de uma jangada, navegaram até o Rio de Janeiro a fim de reivindicar melhores condições de trabalho ao então presidente Getúlio Vargas. Infelizmente, o filme permaneceu inacabado, mas virou história.

O cineasta americano Orson Welles (sentado) durante passagem pelo Ceará, em 1942. Fotografia: Chico Albuquerque

O cineasta americano Orson Welles (sentado) durante passagem pelo Ceará, em 1942. Fotografia: Chico Albuquerque


FILE SÃO LUÍS 2017

Pela primeira vez, o FILE, maior festival de Arte e Tecnologia da América Latina chegou a uma cidade nordestina

Pela primeira vez, o FILE, maior festival de Arte e Tecnologia da América Latina chegou a uma cidade nordestina

E pela primeira vez uma cidade nordestina recebeu o Festival Internacional de Arte Eletrônica (FILE), o maior festival de Arte e Tecnologia da América Latina! A mostra, que anualmente acontece em São Paulo e circula geralmente entre as capitais do Sul e Sudeste, veio com tudo inaugurar o Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), o mais novo espaço expositivo de São Luís (que, claro, merece nossa atenção nessa retrospectiva de 2017).

Durante três meses, o público do Maranhão pode interagir com obras de realidade virtual, instalações interativas, games, animações, experiências sensoriais, tendo acesso a trabalhos de mais de 42 artistas de diversos países, como Brasil, Alemanha, Austrália, Canadá, França, Eslováquia, Estados Unidos, Grécia, México, Portugal e Sérvia. De fato, uma mostra que merece o registro!

Obra de realidade virtual convida o interator a entrar na obra de Van Gogh por meio de um óculos de realidade 3D

Obra de realidade virtual convida o interator a entrar na obra de Van Gogh por meio de um óculos de realidade 3D

Sede do Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), inaugurado em 2017

Sede do Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), inaugurado em 2017


Mostra Sesc Amazônia das Artes pelo Maranhão e Piauí

A exposição  'Alistamento' , de Éder Oliveira, integrou a 10ª edição da Mostra Sesc Amazônia das Artes

A exposição 'Alistamento', de Éder Oliveira, integrou a 10ª edição da Mostra Sesc Amazônia das Artes

Em 2017, o Maranhão ainda recebeu a exposição ‘Alistamento’, assim como o Piauí! Os dois estados integraram a 10ª edição da Mostra Sesc Amazônia das Artes, que também percorreu toda a região Norte e o Mato Grosso, promovendo atividades culturais nos estados da chamada Amazônia Legal. Eu só não entendi o porquê do Piauí ser incluído nesse projeto, uma vez que o Amazônia não é um bioma que ocorre no estado. Mas enfim... que bom que itinerâncias culturais como essa estão ocorrendo também no Norte do país!

Quem assina a exposição ‘Alistamento’ é o artista paraense Éder Oliveira, que apresentou ao público seu olhar artístico sobre o alistamento militar, em um processo de experimentação estética que aproximou fotografia, retrato, pintura e intervenção. Para muitos jovens, o alistamento militar representa uma alternativa para mudar de vida, principalmente para aqueles vindos de cidades pequenas.

Um olhar artístico sobre o alistamento militar

Um olhar artístico sobre o alistamento militar

eder oliveira

Alexandre Filho - Pinturas e Gravura

A Usina Cultural Energisa, em João Pessoa-PB, abriu a Galeria de Arte Alexandre Filho, seu novo espaço expositivo

A Usina Cultural Energisa, em João Pessoa-PB, abriu a Galeria de Arte Alexandre Filho, seu novo espaço expositivo

Outro espaço expositivo inaugurado recentemente é a Galeria de Arte Alexandre Filho, dentro da Usina Cultural Energisa, em João Pessoa. E nada melhor do que uma exposição do próprio homenageado para abrir a galeria! O paraibano Alexandre Filho é um verdadeiro patrimônio vivo da arte popular brasileira, reconhecido internacionalmente como um dos principais artistas naïfs do país.

A exposição retrospectiva de seus 50 anos de carreira (!) contou com trabalhos que se destacam pela leveza do traçado arredondado, pelas cores cheias de luz, pelo lirismo da relação entre a figura humana e a natureza e pela memória coletiva do povo nordestino, tão presente em suas telas. Algumas das obras, inclusive, eram inéditas. Na ocasião dessa exposição, o Pigmum também homenageou o artista lançando a seção Artista do Mês. Mais que merecido!

Alexandre Filho é referência em arte  naïf  no país

Alexandre Filho é referência em arte naïf no país


Graciliano Arte e os 200 anos de Alagoas

Páginas do livro Graciliano Arte dedicadas ao artista contemporâneo Delson Uchôa

Páginas do livro Graciliano Arte dedicadas ao artista contemporâneo Delson Uchôa

Capa do livro Graciliano Arte, publicado em 2017

Capa do livro Graciliano Arte, publicado em 2017

Em Alagoas, os 200 anos de emancipação política (o território alagoano pertencia a Pernambuco até 16 de setembro de 1817) foram comemorados também com exposições coletivas que apresentaram um panorama visual da produção artística contemporânea no estado. Apesar de ter ocorrido o 'III Salão de Arte Contemporânea de Alagoas' e da Pinacoteca Universitária da Ufal ter cumprido o seu papel muito bem com a mostra ‘Horizontes’, é preciso enfatizar a exposição ‘Graciliano Arte’, que marcou o lançamento de um livro homônimo com o recorte dessa produção contemporânea em diferentes linguagens, como a música, a literatura, o audiovisual, as artes cênicas e, claro, as artes visuais.

Embora a publicação tenha causado certo desconforto devido às escolhas editoriais e à ausência de alguns nomes emblemáticos entre os artistas locais, é válido destacar esse livro como uma conquista das artes em Alagoas. Que venham os próximos!

Na exposição, que foi montada no Galpão 422, o público pode conferir trabalhos de artistas em plena atividade, como Pedro Lucena, Myrna Maracajá, Heway Verçosa, Suel Cordeiro, Celso Brandão, Francisco Oiticica, Renata Voss e Ricardo Lêdo.


A itinerância de Guto Holanda

Guto Holanda e suas obras

Guto Holanda e suas obras

E quem também expôs em Maceió foi o paulista Guto Holanda. Radicado em João Pessoa, o artista conseguiu circular com seus trabalhos em pelo menos três estados do Nordeste este ano! Primeiro ele dividiu o espaço da Galeria de Arte Archidy Picado, em João Pessoa, com o também artista Américo Filho (Meiacor); depois, a Pinacoteca da Ufal recebeu a sua exposição individual ‘Nunca Serei Cinza’; e em novembro, foi a vez da Galeria de Arte do IFRN Cidade Alta, em Natal, receber a mesma exposição.

Mas por que eu estou batendo tanto nesta tecla? Porque seria incrível que as exposições dos nossos artistas tivessem trânsito facilitado não apenas nas capitais da região, mas também pelo interior dos estados. Precisamos dar a oportunidade para que o Nordeste conheça e valorize os seus próprios artistas. Intercâmbio cultural é fundamental!

Mostra  'Cor de Dentro'  ficou em cartaz na Galeria de Arte Archidy Picado, em João Pessoa-PB, no primeiro semestre de 2017

Mostra 'Cor de Dentro' ficou em cartaz na Galeria de Arte Archidy Picado, em João Pessoa-PB, no primeiro semestre de 2017


II Salão Dorian Gray de Artes Visuais em Mossoró-RN

O cangaço foi o tema do II Salão Dorian Gray de Artes Visuais

O cangaço foi o tema do II Salão Dorian Gray de Artes Visuais

Falando em interiorização, não podemos deixar de fora o 'II Salão Dorian Gray de Artes Visuais', que levou para Mossoró-RN – em pleno período junino - mais de 300 obras, entre desenhos, pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, imagens em movimento e performances. Cerca de 150 artistas participaram da mostra, que teve o cangaço como tema. O salão integrou as comemorações da cidade pelos 90 anos de resistência do povo mossoroense ao ataque do bando de Lampião. De fato, essa grande exposição no interior potiguar marcou o ano de 2017 para as artes visuais do Rio Grande do Norte.

E a notícia que rola por aí é de que Mossoró vai ganhar a sua própria Pinacoteca! Espero que esse projeto saia mesmo do papel, né governador?!

A mostra levou mais de 300 obras para Mossoró-RN

A mostra levou mais de 300 obras para Mossoró-RN

II Salão Dorian Gray de Artes Visuais

É claro que muita coisa ficou de fora nessa retrospectiva 2017. Não foi nada fácil eleger apenas 10 exposições em meio a tanta coisa que rolou nos 9 estados que compõem o Nordeste. Mas acredito que consegui fazer um apanhado justo do que eu consegui acompanhar ao longo do ano por aqui. Espero que o Pigmum tenha ajudado vocês a se conectar com a cena artística visual do Nordeste. Espero ainda que, em 2018, o Pigmum possa acompanhar ainda mais de perto essa cena tão diversa e que se torne, de certa forma, um termômetro das artes visuais na região.

Agora pegue o champagne e vamos brindar!

Feliz ano novo!

Giro cultural: 9 exposições em cartaz no Nordeste para visitar em setembro

E num piscar de olhos já estamos em setembro! Dá pra acreditar que 2017 já está entrando na reta final? Mas não antes de você conferir as principais exposições de arte que estão em cartaz no Nordeste! Como sempre, o Pigmum selecionou aquelas que são realmente imperdíveis. Então se você mora em uma das 9 capitais da região ou está de passagem ao longo do mês, não deixe de fazer uma visita!

Aracaju (SE)

Nesta exposição, as gravuras de Antônio Cruz foram feitas em peças de aço inoxidável

Nesta exposição, as gravuras de Antônio Cruz foram feitas em peças de aço inoxidável

A curiosidade em trabalhar com novos métodos e materiais levou o artista sergipano Antônio Cruz a gravar suas imagens em aço inoxidável, utilizando uma retificadora para abrir caminhos nas pranchas de metal. Como resultado, o artista obteve peças com um brilho metálico surpreendente. Segundo ele, a mostra é inspirada também na arquitetura de Aracaju, entre as décadas de 1920 e 1940, de forte influência Art Déco. Uma exposição no mínimo curiosa, né?

O artista se inspirou na arquitetura sergipana do período entre guerras

O artista se inspirou na arquitetura sergipana do período entre guerras

O trabalho em aço proporcionou um brilho metálico às imagens

O trabalho em aço proporcionou um brilho metálico às imagens

Fachada da Galeria J. Inácio

Fachada da Galeria J. Inácio

SERVIÇO:

Exposição: Matrizes, Geratrizes e Derivadas
Artista: Antônio Cruz
Até 2 de outubro, das 9h às 17h
Local: Galeria J. Inácio
Endereço: Rua Dr. Leonardo Leite, s/n, Bairro 13 de Julho (anexo à Biblioteca Pública Epifânio Dória). Aracaju – Sergipe. Telefone: (79) 3179-1969
Entrada gratuita.


Natal (RN)

O jazz é o principal tema das telas desta exposição

O jazz é o principal tema das telas desta exposição

O artista é um apaixonado por este gênero musical

O artista é um apaixonado por este gênero musical

Com essa exposição individual do artista alemão Marek Mann, finalmente o Museu Café Filho foi reaberto ao público, após longos anos de descaso! Na mostra, pinturas que homenageiam principalmente o jazz - uma das paixões do artista, ocupam as paredes de uma das construções mais antigas da capital potiguar (cerca de 200 anos de história). Marek Mann, que é casado com uma brasileira, tem uma longa trajetória também como designer, ilustrador e escritor de livros infantis, com publicações em vários países europeus. O artista mora e produz em Natal desde o ano passado.

Fachada do Museu Café Filho, reaberto com exposição de Marek Mann

Fachada do Museu Café Filho, reaberto com exposição de Marek Mann

Interior do museu, durante vernissage de abertura da exposição

Interior do museu, durante vernissage de abertura da exposição

SERVIÇO:

Exposição: Uma retrospectiva de Marek Mann
Artista: Marek Mann
Até 30 de setembro, de terça-feira a domingo, das 8h30 às 17h
Local: Museu Café Filho
Endereço: Rua da Conceição, 601, Cidade Alta. Natal – Rio Grande do Norte.
Entrada gratuita.


Teresina (PI)

As aquarelas de Avelar Amorim retratam uma Teresina que ninguém quer ver

As aquarelas de Avelar Amorim retratam uma Teresina que ninguém quer ver

Teresina acabou de completar 165 anos de história e o artista Avelar Amorim encontrou uma maneira de homenagear a cidade de uma forma crítica, chamando a atenção para locais desprestigiados da cidade. São cerca de 30 aquarelas que privilegiam áreas abandonadas, sujas e esquecidas. Lugares que precisam da atenção de todo mundo, principalmente do setor público. Nas obras, têm destaque os esgotos caindo no rio sem tratamento, o monumento do Motorista Gregório, a ponte estaiada, o Mercado Central, o Mercado do Peixe, o IFPI, entre outros pontos. 

A ponte estaiada

A ponte estaiada

Triste realidade: esgotos desaguando no rio

Triste realidade: esgotos desaguando no rio

Entrada da exposição na Casa da Cultura de Teresina

Entrada da exposição na Casa da Cultura de Teresina

SERVIÇO:

Exposição: Teresina 'Réa Feia'
Artista: Avelar Amorim
Até 30 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h e aos sábados, das 9h às 13h
Local: Casa da Cultura de Teresina
Endereço: Rua Rui Barbosa, 348, Centro. Teresina – Piauí. Telefone: (86) 3230-9910
Entrada gratuita.
 


Recife (PE)

O trabalho fotográfico de Maria do Carmo Nino é cheio de sutileza  e traz uma poeticidade que vai além do registro da imagem

O trabalho fotográfico de Maria do Carmo Nino é cheio de sutileza  e traz uma poeticidade que vai além do registro da imagem

Seria a fragilidade humana o motor da arte? A artista visual pernambucana Maria do Carmo Nino acredita que sim e ela encontrou no vidro um ótimo suporte para expressar poeticamente essa ideia. Na exposição 'Da Nossa Essência de Vidro', o público vai encontrar fotografias impressas sobre uma superfície transparente de vidro e também pinturas feitas com esmalte de unhas que, quando em contato com a água, criam camadas distintas de cor. As pinturas foram feitas sobre diferentes materiais, como papel japonês, canson preto e peças de vidro. Essa é a primeira exposição da artista em 6 anos. 

Pinturas feitas com esmalte de unhas sobre papel japonês

Pinturas feitas com esmalte de unhas sobre papel japonês

O esmalte de unhas sobre vidro garantiu efeitos estéticos inesperados ao trabalho da artista

O esmalte de unhas sobre vidro garantiu efeitos estéticos inesperados ao trabalho da artista

Maria do Carmo Nino

SERVIÇO:

Exposição: Da nossa essência de vidro
Artista: Maria do Carmo Nino
Até 20 de outubro, de terça a sexta-feira, das 13h às 19h e aos sábados, das 16h às 20h
Local: Arte Plural Galeria
Endereço: Rua da Moeda, 140, Recife Antigo. Recife – Pernambuco. Telefone: (81) 3424-4431
Entrada gratuita.


João Pessoa (PB)

Abertura da galeria e da exposição em homenagem ao artista  naïf  paraibano Alexandre Filho

Abertura da galeria e da exposição em homenagem ao artista naïf paraibano Alexandre Filho

A Usina Cultural Energisa acaba de inaugurar mais um espaço expositivo: a Galeria de Arte Alexandre Filho, em homenagem a um dos principais artistas naïf do país, reconhecido internacionalmente. E nada melhor do que o próprio homenageado para inaugurar o espaço. A mostra 'Alexandre Filho - Pinturas e Gravura' apresenta 17 obras, sendo 16 pinturas e 1 gravura em serigrafia, produzidas entre 1981 e 2017. Embora seja uma exposição retrospectiva, muitas obras são inéditas, pois pertencem a acervos particulares de colecionadores. Alexandre Filho é paraibano, tem 85 anos e mais de 50 de carreira. E eu nem preciso dizer que essa justíssima homenagem é imperdível, né!? 

As obras de Alexandre Filho encantam pela simplicidade do traço e pela riqueza das cores sólidas

As obras de Alexandre Filho encantam pela simplicidade do traço e pela riqueza das cores sólidas

Alexandre Filho

SERVIÇO:

Exposição: Alexandre Filho - Pinturas e Gravura
Artista: Alexandre Filho
Até 30 de setembro, de terça-feira a domingo, das 14h às 20h
Local: Usina Cultural Energisa
Endereço: Rua João Bernardo de Albuquerque, 243, Tambiá. João Pessoa – Paraíba. Telefone: (83) 3221-6343
Entrada gratuita.


São Luís (MA)

Com a exposição Acervos, a prefeitura de São Luís exibe ao público a coleção artística pública adquirida pelo município ao longo de 30 anos. Fotografia: Lauro Vasconcelos

Com a exposição Acervos, a prefeitura de São Luís exibe ao público a coleção artística pública adquirida pelo município ao longo de 30 anos. Fotografia: Lauro Vasconcelos

E quem também está completando aniversário é São Luís. São 405 anos de história e para comemorar a Galeria Trapiche inaugurou uma exposição coletiva com 22 obras de artistas maranhenses que se inspiraram de alguma forma na cidade. As obras fazem parte do acervo adquirido pela prefeitura de São Luís ao longo dos últimos 30 anos. São trabalhos de João Carlos Pimentel, Ana Rodrigues, Francisco Moreno, Edson Mondego, Antônio dos Anjos, Marlene Barros, Miguel Veiga, Franssoufer, Telma Lopes, Thiago Martins e Tom Bezerra.

A tradição carnavalesca do Maranhão está presente na exposição. Fotografia: Lauro Vasconcelos

A tradição carnavalesca do Maranhão está presente na exposição. Fotografia: Lauro Vasconcelos

A cidade de São Luís sob diferentes estilos e técnicas de pintura

A cidade de São Luís sob diferentes estilos e técnicas de pintura

Acervos Galeria Trapiche

SERVIÇO:

Exposição: Acervos
Artista: Coletiva
Até 5 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 14h às 19h
Local: Galeria Trapiche Santo Ângelo
Endereço: Av. Vitorino Freire, s/n, Praia Grande. São Luís – Maranhão.
Entrada gratuita.


Fortaleza (CE)

Essa é uma das maiores exposições retrospectivas dedicadas à Antonio Bandeira

Essa é uma das maiores exposições retrospectivas dedicadas à Antonio Bandeira

Após uma das mais completas mostras sobre a arte do cearense Leonilson, o Espaço Cultural Unifor monta agora outra grande exposição, dessa vez apresentando a trajetória do também cearense Antônio Bandeira, um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. São 91 trabalhos, desde as primeiras pinturas figurativas e de caráter social dos anos 1940, até suas últimas grandes telas abstratas do final dos anos 1960. Além da pintura, Antônio Bandeira se dedicou também ao desenho e à gravura e, ao longo de sua carreira, passou a experimentar materiais até então inusitados, como miçangas, fitas adesivas e tinta automotiva.

Antonio Bandeira é um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil

Antonio Bandeira é um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil

Tela produzida com técnica mista, utilizando miçangas

Tela produzida com técnica mista, utilizando miçangas

O artista, que começou com pinturas figurativas de cunho social, experimentou outras vertentes ao longo de sua trajetória

O artista, que começou com pinturas figurativas de cunho social, experimentou outras vertentes ao longo de sua trajetória

SERVIÇO:

Exposição: Antonio Bandeira: um abstracionista amigo da vida
Artista: Antonio Bandeira
Até 12 de dezembro, de terça a sexta-feira, de 9h às 19h e aos sábados e domingos, de 10h às 18h.
Local: Espaço Cultural Unifor
Endereço: Av. Washington Soares, 1321, Edson Queiroz. Fortaleza – Ceará. Telefone: (85) 3477-3319
Entrada gratuita.


Salvador (BA)

Peças de cerâmica expostas na exposição

Peças de cerâmica expostas na exposição

Apesar de ser conhecido pelo trabalho em cerâmica, Brennand também produz pinturas em tela

Apesar de ser conhecido pelo trabalho em cerâmica, Brennand também produz pinturas em tela

O pernambucano Francisco Brennand construiu um verdadeiro reino imagético ao longo de mais de 60 anos de carreira! Muito desse tempo dedicado à produção de peças de cerâmica que mergulham em temas como fertilidade, mitologia, fauna, flora e a tradição popular Nordestina. Nessa exposição, inédita em Salvador, o público vai encontrar 27 obras do acervo original do artista, criadas em fases diferentes de sua carreira. Brennand, que completou 90 anos em junho, é praticamente uma lenda viva do Recife e sua oficina de cerâmica, além de ser parada obrigatória para quem visita a cidade, é também a materialização monumental desse reino mitológico criado por ele. Imperdível!

Peça de cerâmica assinada por Brennand

Peça de cerâmica assinada por Brennand

As tradições populares do Nordeste fazem parte do universo imagético do artista

As tradições populares do Nordeste fazem parte do universo imagético do artista

SERVIÇO:

Exposição: Francisco Brennand - Mestre dos Sonhos
Artista: Francisco Brennand
Até 1 de outubro, de terça-feira a domingo, das 9h às 18h
Local: Caixa Cultural Salvador
Endereço: Rua Carlos Gomes, 57, Centro. Salvador – Bahia. Telefone: (71) 3421-4200
Entrada: Entrada franca


Maceió (AL)

Salão principal da Pinacoteca da Ufal recebe a exposição  'Horizontes - Arte contemporânea de Alagoas'

Salão principal da Pinacoteca da Ufal recebe a exposição 'Horizontes - Arte contemporânea de Alagoas'

Alagoas está completando 200 anos de Emancipação Política em 2017 e a Pinacoteca da Ufal aproveitou esse marco histórico para homenagear os artistas alagoanos com um panorama da arte contemporânea produzida no Estado. São mais de 40 obras inéditas - entre pinturas, esculturas, fotografias e instalação, de nomes como Achiles Escobar, Bárbara Lessa, Lula Nogueira, Marta Arruda e Hilda Moura. Mas a mostra não se limita apenas aos artistas já consagrados no cenário local, como também abre espaço a novos horizontes, recebendo trabalhos de 9 artistas iniciantes.

A exposição faz um panorama da arte contemporânea no Estado e convida novos artistas à integrar a mostra

A exposição faz um panorama da arte contemporânea no Estado e convida novos artistas à integrar a mostra

A Pinacoteca tem recebido principalmente crianças e jovens para visitas guiadas e atividades educativas

A Pinacoteca tem recebido principalmente crianças e jovens para visitas guiadas e atividades educativas

Pinacoteca da Ufal Horizontes

SERVIÇO:

Exposição: Horizontes - Arte contemporânea de Alagoas
Artista: Coletiva
Até 7 de outubro, de segunda à sexta-feira, das 8h30 às 18h
Local: Pinacoteca Universitária da Ufal
Endereço: Praça Visconde de Sinimbu, 206, 1º piso - Centro. Maceió - Alagoas (Espaço Cultural Salomão de Barros Lima). Telefone: (82) 3214-1545 | 3214-1428
E-mail: pinaufal@gmail.com