Pigmum

arte e outros riscos

Entre o nanquim e o vetor: sobre como comecei a ter aulas de desenho

De alguma maneira algo deu certo na minha vida e eu me tornei professor de Computação Gráfica & Editoração Eletrônica em um curso de Publicidade & Propaganda.

  Meu primeiro exercício nas aulas de desenho.

Meu primeiro exercício nas aulas de desenho.

Descobri que tinha facilidade com softwares de desenho vetorial e edição de imagens ainda no primeiro ano da faculdade de Jornalismo. É, eu sou jornalista. Mas a minha trajetória na profissão sempre esteve ligada à visualidade. Isso fez de mim um diagramador de jornais e revistas e logo comecei a produzir folhetos, cartazes e todo tipo de material para web. Alguma habilidade eu devo ter.

Então percebi que, embora tivesse um bom desempenho utilizando ferramentas de desenho digital (a ponto de poder repassar esse conhecimento em sala de aula para meus alunos), eu não tinha orientação técnica nenhuma para desenhar à mão livre. Por isso resolvi ter aulas. Tudo bonitinho e nos conformes: professor, prancheta e exercícios de observação.

De cara, vi que muitas das ações que eu pratico no Photoshop e no Illustrator são possíveis de se fazer também com lápis 6B e papel. Não tem Ctrl + Z, mas dá para apagar, refazer, ajeitar, apagar novamente, refazer e ajeitar. Até dar certo. Às vezes cansa, mas o resultado costuma deixar aquele brilho nos olhos.

As aulas são no ateliê do professor, que nos auxilia individualmente. Alguns colegas fazem trabalhos impressionantes. Tenho feito exercícios de mimeses, ou seja, observo uma imagem e tento reproduzi-la no papel. Desenho suas formas e depois vou refinando o traço, corrigindo, aplicando sombra onde há sombra e deixando a luz se manifestar onde há luz. Finalmente começo a entender essa dinâmica de luz e sombra, minha maior dificuldade. E agora meus desenhos ganham volume.

Já é o melhor investimento de 2015.

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